Num dia você é um célebre parceiro de buraco.
Regado a mimos e estimo.
De repente sua face se torna manchada e suja
Todos se viram às costas num silêncio ensurdecedor.
Antes eu era o responsável pelo seu sorriso.
Mas o que ninguém sabe,
É que eu não sou responsável por suas lágrimas!
Minha imagem mais forte,
Àquela da João Ramalho, se quebrou em pedacinhos.
Era algo tão especial e sublime.
Agora sarjetas são sarjetas.
Enquanto você se arrependia,
Eu escolhi qual cor tomar.
Para segurar minha travessia.
Tornei-me meu próprio senhor!
Hoje vejo o quanto minha intuição estava certa.
Sobre seu subterfúgio de amigos!
O que eles vêm,
Exatamente nada!
Daquilo que eu não queira.
Há milhas deixei a moral.
No mesmo pacote que os bons costumes.
Já faz tempo que me redimi com o tempo.
E o que ele mal sabe, é o quanto me tornei trapaceiro.
O quanto eu o usufruo.
Exatamente para não sentir falta daquilo que já foi.
Não tiraria nenhuma vírgula.
Mas também não terminaria sem um ponto.
