domingo, 26 de julho de 2009

(a)tópicas

Foi pensando na vida e no caminho pessoal de cada um que eu cheguei a algumas idéias e conclusões sobre a subjetividade humana:

• O ser humano perde o tato das pernas, treme compulsivamente, sente dor superior a chagas da Idade Média em saber que ele é um sujeito sozinho, no mundo, no espaço e nas suas próprias idéias.

[medo da solidão é causa morte!]

• A vida de um ser humano está implicitamente pautada em criar, fortalecer e dar suporte as suas relações afetivas. Primeiro com os familiares, amigos e depois na busca do casamento ideal, filhos etc. Essa premissa é uma das maiores hipocrisias que ressalta ainda mais o medo e o pavor que o ser humano sente de estar sozinho e sem direção no universo.

[animais não são monógamos, e não sentem medo da morte]

• Suas alegrias fazem sentindo apenas para você! Por mais que alguém se alegre por elas. Saiba que isto nunca deixará de um pretexto de se (re)conectar a você, da mesma forma que você faz automaticamente com a alegria alheia.

[é mais fácil alguém querer se contagiar com a sua alegria, do que com o seu sofrimento]


• Teu suspiro de gozo, ou de dor, jamais poderá ser compartilhado. Exatamente para isto que as palavras entram em ação. Você pode escrever sobre os seus prazeres, mas o máximo que você conseguirá emitir são simulações afetivas em reprodução.

[filmes pornográficos são feitos para simularem o prazer do telespectador, reforço SIMULAR!]


• As artes não servem para nada! Exatamente nada! Toda manifestação artística é uma tentativa obsoleta do ser humano esquecer da grande angústia que o cerca nessa imensidão de vida.

[os atores sabem muito bem disso!]

• O primeiro homem que afirmou que Deus não existe foi morto! Não foi exatamente por blasfêmia ou desrespeito, mas sim por ter ameaçado apagar o antídoto de uma angústia de uma sociedade totêmica.

[alguém se arrisca a dizer isso ao Talebã?]


• A mitologia ou a bíblia, qual será a fonte mais criativa?

[Ficaram por último: Spielberg e Rowling!]

• Imaginar uma pós-vida, não deixa de ser um mecanismo tipicamente humano, em negar e renegar acentuadamente o pavor de ver sua imagem se quebrar em mil pedacinhos.


[espíritas, essa é para vocês!]