quarta-feira, 22 de setembro de 2010

meu, nosso impacto!

Por dimensões eu te procurei...

Eu me lembro dos momentos que buscava por pistas num emaranhado céu estrelado.

E tinha apenas sentimentos vagos, distantes.

Eu conhecia o formato do seu rosto e já respirava o seu perfume.

Foi quando ...eu senti meu corpo se fundir no seu, e nos tornamos uma essência, apenas um volume.

Uma energia gostosa que percorreu todos os relevos do meu corpo, me fazendo cócegas e deixando pra lá de animado.

Lanço o peso e o impacto do meu corpo no seu, na maior violência que posso.

É algo que me excita, me instiga e enlouquece a minha libido.

O retorno dessa força sobre o meu próprio corpo é o que me vitaliza e me endurece.

É neste instante que abrimos mãos de todas frases e palavras.

E partimos para a alteração de outro ritmo!

Àquele que inspira e expira.

Capaz de mostrar o quanto vale a pena, sem uma única palavra.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O que me faz ser especial?

Quem nunca deparou com essa pergunta ao longo da vida? É normal você ceder minutos do seu tempo a se perguntar, investigar, as razões que fazem você ter orgulho e gostar de si mesmo!

Daqui algumas horas deixo de ter 27 anos, e isso me remete algumas alegrias internas que talvez seja extremamente difícil de explicar ou contabilizar, porém eu reuni algumas das coisas mais interessantes para poder dizer que sim eu me considero mais que especial.

Diz à história que eu vim da costela, mas não foi de adão! De fato eu não nasci, eu fui retirado à força! Neste momento todos perceberam que a minha coloração não era uma cor normal, mas sim uma cor estranha, havia passado o tempo natural do parto. Foi uma questão de tempo mesmo, mais alguns segundo eu seria um natimorto.

A primeira vez que chamaram minha mãe na escola, eu estava na primeira série. Eu fiquei morrendo de medo do que eu poderia ter feito, pois eu tinha muito sono de manhã, graças aos filmes que eu adorava assistir. A razão era exatamente outra, eles me consideram uma espécie de gênio e queriam a minha promoção automática. Infelizmente isso não foi feito e o assunto foi deixado para trás, sem ao menos me consultarem a respeito.

Minha adolescência foi down, foi um momento que eu desconectei do mundo e passei a sofrer todo tipo de mutação. Eu desacreditei do mundo, porque o mundo não me parecia um lugar confiável de se viver ou respirar.

Eu passei por dezenas de cirurgias algumas em centro cirúrgico e outras em ambulatório mesmo. Eu lembro que na cirurgia de apendicite eu acordei no meio da operação e fiquei assistindo tudo, e até perguntei para o médico “Cadê o meu apêndice?”, ele se assustou me mostrou a parte extraída e logo se encarregou de reaplicar o anestésico.

Antes de passar por um dos momentos mais trágicos da minha vida, eu recebi a visita de uma santa. Não vou dizer que isto fortaleceu minha fé, mas eu a vi mais algumas vezes, e desde então uma história muito enigmática começou a se formar em meu próprio destino.

Em minhas viagens consegui ver, ouvir e sentir coisas para lá de diferentes, além do enredo daquilo que é chamado de “vida passada” e claro para um cético isso é algo realmente E N L O U Q U E C E D O R. Eu apenas respirei, senti e registrei num caderno de anotações. Talvez sem ele, eu estaria inda duvidando a respeito das coisas.

Longe de me desconectar daquilo que é considerado o real da vida, derrotei os meus fantasmas através da filosofia, acendi algumas tochas do conhecimento e iluminei todas as minhas dúvidas e inseguranças.

A parte final desta história é muito parecida com o conto “O João e o Pé de Feijão” que atrás daquilo que ele acreditou ser, subiu sobre o pé, mostrou ao gigante o quanto ele era páreo. Durante a perseguição ele serrou o caule da planta, derrubou o gigante e se tornou o maior de todos aqueles que ele sabia que no fundo eram meras imagens quebradas.

E assim eu me tornei alguém mais que especial, revisado e eleito na minha categoria egóica. Autorizado por todos os mecanismos de censura e neurose do meu próprio ser.

Agora sim, vamos assoprar a vela!

sábado, 15 de maio de 2010

Pornografia Literária: E uma parte das suas origens

Nos tempos de escola me lembro que todas as minhas redações tiravam nota máxima e sempre havia um professor que lia em voz alta, rindo dos contextos e me deixando vermelho diante a sala inteira.

Quando eu estava na quinta-série comecei a estudar a respeito do Período Antigo, onde num simples parágrafo falava sobre as obras literárias egípcias. Eu me lembro que havia um título que comentava sobre a “sátira das profissões”. Neste momento, surgiu aquele espírito de escritor voraz, atrás de uma oportunidade para poder escrever.

Não tive dúvidas, comecei a redigir textos eróticos. Eróticos, não! Pornográficos! O meu primeiro texto falava sobre uma historinha clichê de uma salva vidas que tinha uma baita transa em plena areia numa praia quente e dourada. História e diálogo havia super pouco, pois o meu maior foco era mesmo a relação sexual, detalhe era uma transa lésbica e com detalhes! (inclusive na época eu tinha experiência alguma para falar a respeito).

O segundo texto era mais próximo do meu contexto, onde eu regia sobre um aluno transar com sua professora, foi difícil idealizar isto, porque no corpo docente não havia ninguém que pudesse compor o papel, aí ficou por conta da imaginação.

Tinha outros textos, ao qual estavam sendo redigidos, outros impressos e finalizados, afinal era um livro e não folhetins! A minha maior sorte disto era que na escola eu era o único que tinha computador, e na época fazia tudo através do aplicativo Wordstar e minha digitação era muito boa, impressora de tinta, e folhas a vontade. Eu guardava todos os textos em disquetes pois prezava muito pela minha segurança. E como não agüentei resolvi soltar os primeiros capítulos aos virgens mortais da minha classe, num lugar super seguro: no banco do castigo que ficava em plena diretoria. Ninguém iria desconfiar, ainda mais quando se coloca um álbum de figurinhas como capa de folha, genial, não?

O que era para ser meu livro, foi um sucesso! Pois começou a ganhar força dentro da escola, meus amigos ficavam extasiados lendo, babando, e me perguntando a respeito! Eu claro, o contador de história, perguntava aos meus leitores sobre quais profissões eles gostariam de saber como seria uma relação sexual, e eu prontamente me trancava no meu escritório (sala de casa) e começava a falar sobre sexo, pênis, vagina, e outras palavras com um teor mais forte de emoção.

Mas, como toda brincadeira sempre acaba em mãos erradas, o meu texto também caiu em mãos erradas, e pior, foi parar nas mãos da irmã mais velha de uma das minhas coleguinhas. Quando eu achei que a coisa estava perdida, minha amiga me fez um convite informando que a irmã dela gostaria de me conhecer melhor, pois eu era um rapaz muito experiente.

(o resto da história é um capítulo à parte)

O teste do cadáver!

Existem três formas efetivas e testadas por mim mesmo para verificar se uma pessoa está realmente morta.

Há um tempinho atrás tivemos uma morte em casa, e minha mãe estava acreditando que o ente ainda estivesse vivo. Para mim não restava dúvidas de que se tratava de um cadáver, pois sei que o aquecimento corpóreo pode durar até mais de 24 horas após o falecimento. No entanto, eu aderi rapidamente uma metodologia eficaz que nos auxiliou nessa hora tão desconexa.

1. Teste da Pena: arrumamos uma pena de ave, e fomos fazer cócegas na ponta do nariz. Como todos sabem a mucosa, é super sensível e tem enormes sensibilidades. E de lá deixei minha mãe próxima ao corpo, fazendo cócegas, não tivemos reação.

2. Teste do Espelho: peguei um espelho de bolsa e pedi para que deixasse próximo ao nariz. Normalmente, a respiração faz com que o vidro embace, independente do fluxo da respiração. Resultado foi negativo.

3. Teste da Banana: foi o mais eficaz de todos! O meu avô costumava amar essa fruta, e sempre que passava pela cozinha costumava roubar e guardar em seus bolsos. Daí não tive dúvidas, pegamos uma banana e deixamos sobre ele, durante o prazo de 5 minutos e saímos da ante-sala. Após retornarmos a conclusão de todos os processos: ele estava morto!

A partir daí ligamos para delegacia e fomos registrar ocorrência e aguardar o carro do IML. Foi o meu primeiro registro de óbito!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O Grande Impostor

Eu ainda não cheguei aos 30, talvez eu até chegue lá, e quando eu chegar não penso em sair. A minha vida poderia ser mais simples e prática, talvez o meu único defeito seja a minha auto-extravagância, o que pode ser algum sinal, como pode não ser nada.

Durante anos sempre fui cobrado a respeito da minha sexualidade, o problema não era dizer, mas sim explicar. Não posso ser injusto comigo mesmo e me considerar gay, porque eu me considero muito mais que um gay! Em nenhum momento eu tentei me passar por hétero, mesmo porque eu jamais me submeteria a isso. É mais simples, vou desenhar: gosto de transar com homens e mulheres. Talvez as intensidades e freqüências não sejam equivalentes, mas o meu desejo não tenho menor dúvida de que seja.

Não sou ligado em bebidas alcoólicas, gosto sim de um drink para abrir a noite. Mas o que eu gosto mesmo é de usar socialmente drogas. Não são todas e nem todos os tipos! É forte dizer isso, só que mais forte ainda é afirmar que apesar de curtir usar drogas, eu sei a minha medida. Podem acreditar existe medida para isto.

Passei durante muitos anos pensando no meu papel como pai, até que essa palavra deixou de significar algo. Eu nunca fui fã de criança, e hoje ainda lúcido, prefiro me manter distante. Não curto a infância, não gosto do mundo da inocência. Acho que eu sofria muito com tesão na época, talvez os brinquedos e as histórias não fosse o suficiente para satisfazer o meu tesão na época.

Minha vida sexual eu iniciei muito cedo, e logo nas primeiras transas já adotava o Sadomasoquismo. Eram artigos simbólicos que mexiam muito com o meu imaginário. E eu tinha com quem compartilhar, logo, acredito que tudo tenha sido de um grande valor para minha vida sexual.

Eu nunca transei com travesti, tenho vontade até, mas não desejo. Por outro lado sempre curtir transar com Drag Queens! É excitante, além do cheiro ser incrível. Eu gosto de ilusão de óptica, e sempre fui fã disto. Gosto de me vestir de forma despojada, gosto de colocar um toque meu, inventar um olho caricato, um traço de maquiagem. Muitas vezes na balada alguém me pergunta o porquê dos anéis de caveira? simples eu amo caveiras!

Gosto de ser solteiro, sempre fui um ótimo parceiro e aliado meu. Mas sempre que estou solteiro na balada, a pegada saí mais forte, o beijo rola a noite toda e eu troco telefone, bem aí a coisa se torna séria. Acho que eu tenho sorte em conhecer sempre pessoas bacanas, e incorporá-las ao meu jeito de ser.

Eu não tenho medo de compromissos! Acho até que já tive muitos. Hoje penso que a maior dificuldade numa relação é a ignorância. Não acredito que o amor seja a base de tudo, mas sim o respeito e o mistério do "gostar".

Minha cabeça funciona como um loft, tudo amontoado, cheio de coisas. Não consigo mandar nada para os quartos, porque não existe parede. E desta forma eu gosto de ser assim. Ter idéias no meio do nada ao qual me colocam ao meu próprio desafio.

Tem dias que eu quero usar máscaras, não para me esconder do mundo, mas para acentuar os meus pontos mais obscuros como ser.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sex with the Queen!

“Pretty woman, walking down the street, pretty woman, the kind I like to meet”, era um encontro semi às escuras, o rosto eu sabia exatamente como era, mas as roupas? Me batia um profundo fetiche que logo percebi que iria curtir muito mais do que em minhas fantasias imaginárias.

Eu estava solteiro, na capital estava meio frio, após vários telefonemas e troca de mensagens decidi incorporar Richard Gere, e ir de encontro com a minha linda mulher. Sem perguntas e nem respostas, apenas vontades e decisões.

O cenário foi perfeito, não poderia haver localidade melhor que um cruzamento com a picante Amaral Gurgel. Eu estava eufórico, excitado e muito vibrante, parecia ter tomando alguma droga, mas era puro clímax do momento. Imaginei a quem eu estaria abordando, com quais cores, roupas e tecidos.

De longe avistei uma figura mais que bonita, com cabelos chanel escuro e uma boina. A princípio parecia muito uma garota do Brooklin à la J-Lo, mas logo pelo vestido toda minha euforia fez largo e extremo jus, um vestido colorido à base de paetês. Meias arrastão com salto bem alto, fez com eu seu tamanho ultrapassasse os meus 1.75 m.

Corpo magro e estruturalmente modelado, eu estaria com a Barbie ou Suzie? A conversa foi boa, mas não tão longa para desviar a atenção do meu faro que sentia desejo em borrar toda maquiagem com os meus beijos.

Num quarto de hotel mais surpresas, corpo, boca, língua e suor. Tudo regado a muita maquiagem e fios de cabelo sintético.

God save the queens! Because they have the power! It´s true.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Um teaser chamado Lady Gaga


Na tradução teríamos “aquele que provoca”, na Publicidade o Teaser é uma ferramenta de marketing utilizada para impactar o público alvo para uma grande campanha de publicidade.

Em pouco mais de um ano de carreira Lady Gaga é um perfeito teaser, um expoente feminino recheado de polêmicas, figurinos extravagantes, imagens provocantes, e situações de surrealistas, dá sempre aquela sensação que algo mais chocante está por vir.

Ela mostra ser inteligente o suficiente, e levou com seriedade as lições dos Phds Kotler e Madonna em conduzir ao máximo a sua freqüência na mínima, e preservar ao máximo o seu lado humano, real.

Lady Gaga é um mito pós-contemporâneo ! A cada aparição em público sai uma atriz com texto pronto e figurino intacto, acompanhado de maquiagens bizarras, numa sincronia perfeita de expressões faciais e corporais.

Seu rosto é fotogênico: fértil para criação de imagem, cor, luz e sombra. Seu corpo se adapta facilmente às inusitadas criações. A voz mistura tons suaves, com retoque de entonações gospel. Há mix e remix melodias impactantes, já dá um grande trabalho aos Djs pois suas músicas já nasceram remixes! Letras ? bem Gaga não é exatamente uma artista poética.

A fêmea-macha sabe trabalhar perfeitamente o lado paradoxal das referências sexuais. Há momentos que ela aparece docilmente fêmea. E outras vezes, masculinamente macha. Assumiu sua bissexualidade na carona com diversas e outras famosas. E com tanta produção em andamento difícil é acreditar que ela tenha tempo para praticar sexo.

Política ao extremo! Soube cativar Queen Elizabeth e nunca trocou farpas em público, nem com famosos, nem com instituições religiosas. Seria um receio do tal fracasso O´Connor?

Invocar a força gay (EUA = gays e lésbicas) , sem dúvida nenhuma é estratégia de mercado. Afinal quem são os consumidores de entreterimento, moda, música e estilo?

A garota mais pós-humana do mundo pop está aí!
Em seu infindável teaser existencial.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Tudo sobre ontem à noite!

Por mais que você leia e estude a respeito da conduta humana é imprescindível que você tenha outras formas de coleta de material do próprio convívio humano, como na experiência prática.

A princípio fiquei bastante desconfortável em pensar em regras, programações, cardápio, convívio coletivo, etc. Pois eu me adaptei a controlar os meus anseios e atender minhas demandas da minha forma, do meu jeito. Criei uma espécie de pára-choque para segurar qualquer tipo de abalroamento.

Se autoliderar é algo que precisa de muito treino, paciência e maturação. E quando eu achei que já estivesse PHD, vi que existem outras circunstâncias ao qual é preciso também saber ser liderado, o que nada mais é que aprender a não contestar, pois isto faz parte.

Os últimos dias produziram uma riqueza enorme de materiais latentes que mereceram ser pensados e refletidos com respeito, objetividade e auto-reflexão. Não me refiro a uma circunstância fenomenal de aprendizado, mas sim de alguns retoques que podem fazer alguma diferença. Penso alto: quem não gostaria de ser uma pessoa melhor?

O convívio coletivo nos oferece a oportunidade de poder pensar na condição humana e nas suas respectivas interações que tange os planos: financeiro, social, religioso, moral, sexual, cultural e claro experimental.

Uma das coisas mais importantes que eu gostaria de registrar é que eu não tenho vocação nenhuma para ser professor ou expert em relações, como já sopraram ao meu ouvido. Desta vez acredito ter sido apenas um ouvinte, expectador e apreciador.

Meu líder saiu de férias! Agora preciso de dias para deixar um pouco do analista...