Nos tempos de escola me lembro que todas as minhas redações tiravam nota máxima e sempre havia um professor que lia em voz alta, rindo dos contextos e me deixando vermelho diante a sala inteira.
Quando eu estava na quinta-série comecei a estudar a respeito do Período Antigo, onde num simples parágrafo falava sobre as obras literárias egípcias. Eu me lembro que havia um título que comentava sobre a “sátira das profissões”. Neste momento, surgiu aquele espírito de escritor voraz, atrás de uma oportunidade para poder escrever.
Não tive dúvidas, comecei a redigir textos eróticos. Eróticos, não! Pornográficos! O meu primeiro texto falava sobre uma historinha clichê de uma salva vidas que tinha uma baita transa em plena areia numa praia quente e dourada. História e diálogo havia super pouco, pois o meu maior foco era mesmo a relação sexual, detalhe era uma transa lésbica e com detalhes! (inclusive na época eu tinha experiência alguma para falar a respeito).
O segundo texto era mais próximo do meu contexto, onde eu regia sobre um aluno transar com sua professora, foi difícil idealizar isto, porque no corpo docente não havia ninguém que pudesse compor o papel, aí ficou por conta da imaginação.
Tinha outros textos, ao qual estavam sendo redigidos, outros impressos e finalizados, afinal era um livro e não folhetins! A minha maior sorte disto era que na escola eu era o único que tinha computador, e na época fazia tudo através do aplicativo Wordstar e minha digitação era muito boa, impressora de tinta, e folhas a vontade. Eu guardava todos os textos em disquetes pois prezava muito pela minha segurança. E como não agüentei resolvi soltar os primeiros capítulos aos virgens mortais da minha classe, num lugar super seguro: no banco do castigo que ficava em plena diretoria. Ninguém iria desconfiar, ainda mais quando se coloca um álbum de figurinhas como capa de folha, genial, não?
O que era para ser meu livro, foi um sucesso! Pois começou a ganhar força dentro da escola, meus amigos ficavam extasiados lendo, babando, e me perguntando a respeito! Eu claro, o contador de história, perguntava aos meus leitores sobre quais profissões eles gostariam de saber como seria uma relação sexual, e eu prontamente me trancava no meu escritório (sala de casa) e começava a falar sobre sexo, pênis, vagina, e outras palavras com um teor mais forte de emoção.
Mas, como toda brincadeira sempre acaba em mãos erradas, o meu texto também caiu em mãos erradas, e pior, foi parar nas mãos da irmã mais velha de uma das minhas coleguinhas. Quando eu achei que a coisa estava perdida, minha amiga me fez um convite informando que a irmã dela gostaria de me conhecer melhor, pois eu era um rapaz muito experiente.
(o resto da história é um capítulo à parte)
