sábado, 29 de agosto de 2009

destroços diurnos

Ainda há muito que dizer.
Não se trata de reações mórbidas de um ser.
Nem de um teatro de ilusões,
marionetes, fakes eletrônicos.
A força que detém a vida,
segue seu rumo,
ao inacabado,
inexplorado
e ao caos.
Nem tudo parece o que aparenta ser.
Laços afetivos são feitos e rompidos,
E nos servem apenas de iscas,
Para suportar o insuportável.
Ao acordar: o vazio.
Sonhos e memórias.
São apenas escudos,
para lidar com o buraco do real.
O massacre da dúvida,
que se sobrepõe na ilusão da escolha.
Ninguém está livre...
Pobre daquele que canta,
que encanta!
Quem será capaz de entretê-los?
Eles são perseguidos por uma fúria descompassada ,
De um sórdido fantasma,
Ao meio dia,
A meia noite.
De sorriso sarcástico,
sombrio e o sinistro.
Apontando sobre o véu.
Uma porta, para o fim.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Pequeno Anjo

Ensaio todas as manhãs.
Na velocidade do trabalho,
E na correria do dia a dia.
Parece que tudo passa tão rápido.
E quando paro, apenas uma coisa fica.

É como um frescor suave que toca o meu peito.
Uma força tranqüila,
E ao mesmo tempo saudosa.
São lembranças,
De instantes que já se tornaram exclusivos.

Te procuro em meus lençóis.
Com um desejo imenso,
Te deter nos meus braços.
Sobre os meus beijos e abraços.
Tudo tão perfeito!

Tua pele...
...enfeitiça a minha.
Nas noites, nas manhãs.
No extremo frio deste inverno.
Ou mesmo, pelas relaxantes gotas do chuveiro.

Vou de encontro ao teu olhar,
Grande, largo e apreensivo.
Que busca por meus pensamentos,
uma decifração em palavras.
De tudo que se forma o nosso momento.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

my song

O embalo da noite é o mesmo o de sempre.

Notas amadeiradas pelo ar, disputando espaço com outras fragrâncias

O aroma do Marlboro misturado ao cheiro de maquiagem, em pleno frescor do orvalho.

O suor está no seu ponto mais frio, o corpo quente, totalmente dançante, saltitante, disposto e agitado.

O olhar está cerrado, muito mais que um bêbado ambulante.

Os pulos já não são mais os normais, meu comportamento entorpecido forma uma espécie de amor próprio. Um sentimento unilateral e autosuficiente.

É narciso se vendo no espelho, sorvendo o pó em pleno declame da sua própria imagem.

As batidas daquela – que seria a minha canção – invadem a pista. Não, não é possível!

Neste momento masturbatório eu exijo o abraço e o calor de alguém.

Consigo aspirar, desejar, auto-entorpecer. E o beijo amargo de uma companhia química se instala, anestesiando minha gengiva juntamente com o meu peito.

Deste e outros, que vejo que ninguém da pista é páreo para mim! Minha vibe é preciosa e está longe de qualquer tipo de vibração.

Com a música na pickup sinto a que a letra da canção é forte, é angelical, mágica.

Sinto as palavras saltarem dos acústicos, atingirem o meu corpo.

São letras, vocais e interpretações que rodeiam minha mente e envolvem minha alma.

Aponta para um mundo que nenhum outro consegue ver, exclusivamente pela magia

Nestas horas agarro a boceta de Bowie, ela é meu amuleto da sorte.

Sagrado, profano e capaz de se tornar um affair Freudiano.

domingo, 9 de agosto de 2009

Construções e o abismo do pós-triunfo

Poderia ser qualquer tipo de comemoração, mas alguns significados não mudam. Quando existem construções de vários anos, a alvenaria tende a no máximo trincar, mas dificilmente desmorona no período da útil de vida humana.

Em momentos eu precisei ser a minha própria ficção, e de encontro com os meus próprios personagens... tive lidar com o meu caos do real. Só quem consegue enxergar seus próprios monstros consegue verdadeiramente encontrar seu próprio anjo, e se recolher em sua paz. É que por trás de toda alegoria havia um poço esfomeado e profundo instalado ao meio do trajeto, que cobra, induz e seduz.

É destes momentos que você implode sua alma de conceitos e determina suprir demandas externas ou internas. Foi exatamente assim que eu renasci, que mostrei minha pele ao sol e surgi sob ventosas no asfalto. De filho, me tornei meu próprio pai! Com minhas metáforas e como todo bom garoto, surgiu o meu próprio manual de ética. Que oras, precisei reescrever com maior liberação e logisticamente com maior flexibilidade.

Com a força da determinação as coisas tendem a se transformar em passos longos e largos, e a concretização de triunfos se torna largamente perigosa, no ponto de vista do auto-sentido e pela própria sensibilidade. Conquistar um triunfo, é perder-se novamente dos sentidos, é voltar ao início das operações e lidar com aquele mesmo poço da angústia.

As metodologias dos atuais best sellers fomentam passos de conquistas, planejamentos estratégicos que mostram um foco muito pequeno das operações. Subir escadas, já não é de hoje um fator comum e básico das operações humanas. Todas essa fórmulas e passo a passo tendem a dissolverem ao chegar a um denominado patamar.

O guia de boas maneiras precisa prever o pós-triunfo, precisa preparar a auto-estima dos participantes do reality show para reingressarem ao inicio crucial e desfocado deste (re) game. Fazer o que de fato ninguém vos ensina: lidar com a reengenharia de uma reeconstrução sígnica já concretizada, no entanto, reformulada por outras circunstâncias e das mais diversas e oriundas origens.

Um triunfo não é absolutamente nada, se não superado seu a posteriori!

domingo, 2 de agosto de 2009

10 Esquisitices

Quem não tem um hábito estranho? Diferente, e, totalmente pessoal?
Pode parecer ficção cientifica, um terror, mas só faz sentindo realmente para si mesmo. É como muito bom humor, que abro algumas das minhas esquisitices.

1. Uso escova de dente infantil.

Defesa: sou muito bruto, portanto recorro às cerdas macias.

2. Adoro pizza amanhecida, no café da manhã.

Defesa: costume infantil

3. Adoro jogar coisas fora.
Defesa: Acho que esse é meu passatempo favorito. Nada como juntar coisas do guarda-roupa e jogar FORA.

4. Sou tímido para atender cel em público.
Defesa: não gosto da sensação de ter alguém me ouvindo, não quero dividir chistes e xavecos.

5. Clichês me repelem.
Defesa: Tanto que eu sou incapaz de citar um ditado ou uma frase pronta, sem inverter a ordem.

6. Gosto de snuff movies!
Defesa: o que para mim antes era um pavor, hoje se tornou um projeto de estudos.

7. Meus gatos conversam comigo! Meu peixe também...
Defesa: a linguagem pode existir mesmo sem o uso do verbo.

8. Em questões de paquera, sempre me conjugo como lobo.

Defesa: detesto ser paquerado, almejado, abordado.

9. Não vou a festas infantis!
Defesa: me perdoem pelas desculpas, mas a verdade é que eu detesto!

10. Uso filtro solar de noite.
Defesa: para proteção de luzes artificiais! Sem falar do efeito lifting...