quarta-feira, 26 de maio de 2010

O que me faz ser especial?

Quem nunca deparou com essa pergunta ao longo da vida? É normal você ceder minutos do seu tempo a se perguntar, investigar, as razões que fazem você ter orgulho e gostar de si mesmo!

Daqui algumas horas deixo de ter 27 anos, e isso me remete algumas alegrias internas que talvez seja extremamente difícil de explicar ou contabilizar, porém eu reuni algumas das coisas mais interessantes para poder dizer que sim eu me considero mais que especial.

Diz à história que eu vim da costela, mas não foi de adão! De fato eu não nasci, eu fui retirado à força! Neste momento todos perceberam que a minha coloração não era uma cor normal, mas sim uma cor estranha, havia passado o tempo natural do parto. Foi uma questão de tempo mesmo, mais alguns segundo eu seria um natimorto.

A primeira vez que chamaram minha mãe na escola, eu estava na primeira série. Eu fiquei morrendo de medo do que eu poderia ter feito, pois eu tinha muito sono de manhã, graças aos filmes que eu adorava assistir. A razão era exatamente outra, eles me consideram uma espécie de gênio e queriam a minha promoção automática. Infelizmente isso não foi feito e o assunto foi deixado para trás, sem ao menos me consultarem a respeito.

Minha adolescência foi down, foi um momento que eu desconectei do mundo e passei a sofrer todo tipo de mutação. Eu desacreditei do mundo, porque o mundo não me parecia um lugar confiável de se viver ou respirar.

Eu passei por dezenas de cirurgias algumas em centro cirúrgico e outras em ambulatório mesmo. Eu lembro que na cirurgia de apendicite eu acordei no meio da operação e fiquei assistindo tudo, e até perguntei para o médico “Cadê o meu apêndice?”, ele se assustou me mostrou a parte extraída e logo se encarregou de reaplicar o anestésico.

Antes de passar por um dos momentos mais trágicos da minha vida, eu recebi a visita de uma santa. Não vou dizer que isto fortaleceu minha fé, mas eu a vi mais algumas vezes, e desde então uma história muito enigmática começou a se formar em meu próprio destino.

Em minhas viagens consegui ver, ouvir e sentir coisas para lá de diferentes, além do enredo daquilo que é chamado de “vida passada” e claro para um cético isso é algo realmente E N L O U Q U E C E D O R. Eu apenas respirei, senti e registrei num caderno de anotações. Talvez sem ele, eu estaria inda duvidando a respeito das coisas.

Longe de me desconectar daquilo que é considerado o real da vida, derrotei os meus fantasmas através da filosofia, acendi algumas tochas do conhecimento e iluminei todas as minhas dúvidas e inseguranças.

A parte final desta história é muito parecida com o conto “O João e o Pé de Feijão” que atrás daquilo que ele acreditou ser, subiu sobre o pé, mostrou ao gigante o quanto ele era páreo. Durante a perseguição ele serrou o caule da planta, derrubou o gigante e se tornou o maior de todos aqueles que ele sabia que no fundo eram meras imagens quebradas.

E assim eu me tornei alguém mais que especial, revisado e eleito na minha categoria egóica. Autorizado por todos os mecanismos de censura e neurose do meu próprio ser.

Agora sim, vamos assoprar a vela!

sábado, 15 de maio de 2010

Pornografia Literária: E uma parte das suas origens

Nos tempos de escola me lembro que todas as minhas redações tiravam nota máxima e sempre havia um professor que lia em voz alta, rindo dos contextos e me deixando vermelho diante a sala inteira.

Quando eu estava na quinta-série comecei a estudar a respeito do Período Antigo, onde num simples parágrafo falava sobre as obras literárias egípcias. Eu me lembro que havia um título que comentava sobre a “sátira das profissões”. Neste momento, surgiu aquele espírito de escritor voraz, atrás de uma oportunidade para poder escrever.

Não tive dúvidas, comecei a redigir textos eróticos. Eróticos, não! Pornográficos! O meu primeiro texto falava sobre uma historinha clichê de uma salva vidas que tinha uma baita transa em plena areia numa praia quente e dourada. História e diálogo havia super pouco, pois o meu maior foco era mesmo a relação sexual, detalhe era uma transa lésbica e com detalhes! (inclusive na época eu tinha experiência alguma para falar a respeito).

O segundo texto era mais próximo do meu contexto, onde eu regia sobre um aluno transar com sua professora, foi difícil idealizar isto, porque no corpo docente não havia ninguém que pudesse compor o papel, aí ficou por conta da imaginação.

Tinha outros textos, ao qual estavam sendo redigidos, outros impressos e finalizados, afinal era um livro e não folhetins! A minha maior sorte disto era que na escola eu era o único que tinha computador, e na época fazia tudo através do aplicativo Wordstar e minha digitação era muito boa, impressora de tinta, e folhas a vontade. Eu guardava todos os textos em disquetes pois prezava muito pela minha segurança. E como não agüentei resolvi soltar os primeiros capítulos aos virgens mortais da minha classe, num lugar super seguro: no banco do castigo que ficava em plena diretoria. Ninguém iria desconfiar, ainda mais quando se coloca um álbum de figurinhas como capa de folha, genial, não?

O que era para ser meu livro, foi um sucesso! Pois começou a ganhar força dentro da escola, meus amigos ficavam extasiados lendo, babando, e me perguntando a respeito! Eu claro, o contador de história, perguntava aos meus leitores sobre quais profissões eles gostariam de saber como seria uma relação sexual, e eu prontamente me trancava no meu escritório (sala de casa) e começava a falar sobre sexo, pênis, vagina, e outras palavras com um teor mais forte de emoção.

Mas, como toda brincadeira sempre acaba em mãos erradas, o meu texto também caiu em mãos erradas, e pior, foi parar nas mãos da irmã mais velha de uma das minhas coleguinhas. Quando eu achei que a coisa estava perdida, minha amiga me fez um convite informando que a irmã dela gostaria de me conhecer melhor, pois eu era um rapaz muito experiente.

(o resto da história é um capítulo à parte)

O teste do cadáver!

Existem três formas efetivas e testadas por mim mesmo para verificar se uma pessoa está realmente morta.

Há um tempinho atrás tivemos uma morte em casa, e minha mãe estava acreditando que o ente ainda estivesse vivo. Para mim não restava dúvidas de que se tratava de um cadáver, pois sei que o aquecimento corpóreo pode durar até mais de 24 horas após o falecimento. No entanto, eu aderi rapidamente uma metodologia eficaz que nos auxiliou nessa hora tão desconexa.

1. Teste da Pena: arrumamos uma pena de ave, e fomos fazer cócegas na ponta do nariz. Como todos sabem a mucosa, é super sensível e tem enormes sensibilidades. E de lá deixei minha mãe próxima ao corpo, fazendo cócegas, não tivemos reação.

2. Teste do Espelho: peguei um espelho de bolsa e pedi para que deixasse próximo ao nariz. Normalmente, a respiração faz com que o vidro embace, independente do fluxo da respiração. Resultado foi negativo.

3. Teste da Banana: foi o mais eficaz de todos! O meu avô costumava amar essa fruta, e sempre que passava pela cozinha costumava roubar e guardar em seus bolsos. Daí não tive dúvidas, pegamos uma banana e deixamos sobre ele, durante o prazo de 5 minutos e saímos da ante-sala. Após retornarmos a conclusão de todos os processos: ele estava morto!

A partir daí ligamos para delegacia e fomos registrar ocorrência e aguardar o carro do IML. Foi o meu primeiro registro de óbito!