quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vasos que trincam e se remodelam

Festas de final e a famosa crise da balança, tudo se aproximou numa intensidade tão grande que quando me dei conta eu percebi parte de mim começar a falhar...
Esta situação me parece um tanto quanto horrível e injusta principalmente se partindo de alguém que tem uma força, garra e energia a dar de sobra. Não me acho exemplo de nada, mas tenho a certeza de que tudo aquilo que eu faço, eu consigo manter grande parte do domínio e do controle.

A minha pronta estrutura foi tirar férias e não deixou se quer um checklist de procedimentos e normas de autocondução. As seqüências de fatos que se sucederam me deixaram desconfortáveis e me trouxeram algumas questões ao qual estou tentando responder na maior franqueza possível.

Praticamente em sete dias, eu tive a recriação do meu mundo. Uma odisséia pessoal, intransigente e capaz de colocar o meu mundinho uma posição de 360º invertida e a ponto de querer desistir.

Precisei vasculhar gavetas, remexer documentos, e procurar dentro de mim mesmo por alguma imagem ou semelhança. Não havia nada além de um excêntrico buraco, uma deformação congênita ao qual toda linhagem humana costuma tampar com tradição, religião ou amores-impossíveis. E para mim, eu permaneci por instantes, descoberto, sem tampa, em busca de algo que pudesse amenizar essa grande lacuna.

Tive o privilégio (ou desprivilegio) de poder parar, e foi somente neste momento, em pleno auge e atividade do meu Sistema Límbico, que pude ter a certeza de que eu ainda poderia continuar e fazer muito mais por mim e pelos outros. Na decadência da minha insignificância eu pude garantir a minha existência.