quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O Grande Impostor

Eu ainda não cheguei aos 30, talvez eu até chegue lá, e quando eu chegar não penso em sair. A minha vida poderia ser mais simples e prática, talvez o meu único defeito seja a minha auto-extravagância, o que pode ser algum sinal, como pode não ser nada.

Durante anos sempre fui cobrado a respeito da minha sexualidade, o problema não era dizer, mas sim explicar. Não posso ser injusto comigo mesmo e me considerar gay, porque eu me considero muito mais que um gay! Em nenhum momento eu tentei me passar por hétero, mesmo porque eu jamais me submeteria a isso. É mais simples, vou desenhar: gosto de transar com homens e mulheres. Talvez as intensidades e freqüências não sejam equivalentes, mas o meu desejo não tenho menor dúvida de que seja.

Não sou ligado em bebidas alcoólicas, gosto sim de um drink para abrir a noite. Mas o que eu gosto mesmo é de usar socialmente drogas. Não são todas e nem todos os tipos! É forte dizer isso, só que mais forte ainda é afirmar que apesar de curtir usar drogas, eu sei a minha medida. Podem acreditar existe medida para isto.

Passei durante muitos anos pensando no meu papel como pai, até que essa palavra deixou de significar algo. Eu nunca fui fã de criança, e hoje ainda lúcido, prefiro me manter distante. Não curto a infância, não gosto do mundo da inocência. Acho que eu sofria muito com tesão na época, talvez os brinquedos e as histórias não fosse o suficiente para satisfazer o meu tesão na época.

Minha vida sexual eu iniciei muito cedo, e logo nas primeiras transas já adotava o Sadomasoquismo. Eram artigos simbólicos que mexiam muito com o meu imaginário. E eu tinha com quem compartilhar, logo, acredito que tudo tenha sido de um grande valor para minha vida sexual.

Eu nunca transei com travesti, tenho vontade até, mas não desejo. Por outro lado sempre curtir transar com Drag Queens! É excitante, além do cheiro ser incrível. Eu gosto de ilusão de óptica, e sempre fui fã disto. Gosto de me vestir de forma despojada, gosto de colocar um toque meu, inventar um olho caricato, um traço de maquiagem. Muitas vezes na balada alguém me pergunta o porquê dos anéis de caveira? simples eu amo caveiras!

Gosto de ser solteiro, sempre fui um ótimo parceiro e aliado meu. Mas sempre que estou solteiro na balada, a pegada saí mais forte, o beijo rola a noite toda e eu troco telefone, bem aí a coisa se torna séria. Acho que eu tenho sorte em conhecer sempre pessoas bacanas, e incorporá-las ao meu jeito de ser.

Eu não tenho medo de compromissos! Acho até que já tive muitos. Hoje penso que a maior dificuldade numa relação é a ignorância. Não acredito que o amor seja a base de tudo, mas sim o respeito e o mistério do "gostar".

Minha cabeça funciona como um loft, tudo amontoado, cheio de coisas. Não consigo mandar nada para os quartos, porque não existe parede. E desta forma eu gosto de ser assim. Ter idéias no meio do nada ao qual me colocam ao meu próprio desafio.

Tem dias que eu quero usar máscaras, não para me esconder do mundo, mas para acentuar os meus pontos mais obscuros como ser.